Sindicato pedem mais segurança nos Correios
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terça-feira, 06 de dezembro de 2005
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom/PR) voltou ontem a protestar e pedir a implantação de sistemas de segurança mais eficientes em agências da empresa. Somente na semana passada, oito unidades da região foram assaltadas. Ontem, em São Jerônimo da Serra (78 km ao sul de Cornélio Procópio), ladrões renderam os funcionários e fugiram levando o dinheiro dos caixas. Em Rio Bom (45 km ao sul de Apucarana), o gerente foi rendido por assaltantes ao sair de casa e obrigado a abrir a porta da agência.
''Estamos tentando despertar a atenção da população. As pessoas correm risco de levar um tiro. As quadrilhas agem sempre armadas, com três ou quatro assaltantes'', afirmou o diretor do Sintcom/PR, Paulo Sérgio Gomes do Prado. Na semana passada, o segurança Sebastião Laurentino Ferreira, de 37 anos, foi assassinado com dois tiros durante assalto a um posto franqueado dos Correios, no Jardim Santo Amaro, em Cambé. No final de agosto, um caixa fora atingido pelas costas na agência central da cidade, mas sobreviveu.
De acordo com o sindicalista, a empresa se tornou alvo constante de ladrões após o lançamento do chamado Banco Postal, em parceria com um banco privado. Em operação desde 2001, o serviço possibilita, entre outras coisas, pagamento de contas, depósitos e aplicações. O Sintcom acredita que algumas agências movimentem cerca de R$ 50 mil por dia.
O sindicato está reivindicando a implantação de portas giratórias, câmeras de vídeo, reforço de vigilantes (mesmo que desarmados) e cofres com sistema de abertura programada. No protesto de ontem, que correu algumas agências de Londrina, o personagem da morte simbolizava a indignação da categoria.
A assessoria de imprensa dos Correiros, em Curitiba, justificou que ''tudo que é possível fazer, tecnicamente, para diminuir as ocorrências ou aliviar o trauma das que são registradas está sendo feito''. Os Correios não forneceram detalhes do sistema de segurança em uso mas garantiram que tem evoluído ao longo dos últimos anos.
A assessoria avaliou que o assassinato do cliente em Cambé, que seria o primeiro na história da empresa no Estado, comprovaria a tese de que o perigo aumenta com a implementação de vigilância armada. Para os Correios, ele teria sido confundido com um policial por causa da roupa que usava. Para quem esperava medidas imediatas para combater os crimes contra agências da região, a assessoria afirmou que os ''Correios entendem e lamentam mas não trabalham sob ímpeto emocional''. (Colaborou Luciano Augusto)


