O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Paraná vai reivindicar ao Tribunal de Justiça do Estado um reestudo sobre as tabelas de custas de serviços, atualizando os valores, ou então, que ela seja extinta ‘‘e que os oficiais passem a receber salários mais condizentes à função’’. Para o delegado sindical em Londrina, José Abrahão da Silva, o Estado deveria equiparar os salários aos dos oficiais de Justiça de São Paulo ou federais, que recebem R$ 4 mil mensais. Assim, não seria cobrada taxa pela execução de serviços.
O Sindicato vai defender os oficiais de Justiça de Foz do Iguaçu, acusados de cobrar propina pela execução de mandados judiciais. ‘‘Não houve propina, mas sim cobrança de tabela de serviços. Este não é um caso isolado, ocorre em todo o Paranᒒ, afirmou. Ele garante que, se a Justiça bancasse as despesas de cumprimento dos mandados, não haveria denúncias como esta.
‘‘Existe diferença nas tabelas da regional de Londrina e de Foz do Iguaçu. Ali houve a cobrança das custas de execução dos mandados que o procurador de Estado se recusou a pagar’’, afirmou. Abrahão diz que o Superior Tribunal de Justiça obriga a Secretaria da Fazenda a pagar as custas dos oficiais. ‘‘Acontece que eles querem que a gente trabalhe de graça’’, reclamou.
José Abrahão citou que os oficiais usam veículos próprios, combustível por conta e trabalham mais de 12 horas diárias. ‘‘Isso não é reconhecido’’.

mockup