Sindicato nega comércio de pontos
O Sindicato dos Taxistas de Londrina rebate a informação de comercialização de pontos na cidade. Para o representante da categoria, Antônio Pereira da Silva, o que se vende são o carro do titular e a clientela formada durante os anos de trabalho. ''O ponto de táxi em sí, ou seja o chão, o taxista não pode vender'', argumenta.
O presidente do sindicato reclama que o que existe hoje em Londrina são taxistas irregulares que circulam até sem taxímetro pelas ruas, lesando os clientes. ''São dos distritos, mas trabalham na cidade principalmente em frente à casas de shows. Estamos apelando para o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e à CMTU porque queremos a retirada deles das ruas'', afirma.
Ele diz que esses taxistas somados a outros concorrentes como os mototaxistas, as vans e os microônibus resultaram na perda de 10% da clientela dos pontos de táxi. ''Londrina está permitindo o mototáxi, só que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) não permite o serviço de mototaxi. Londrina é um caso à parte porque está aceitando'', ataca. Na verdade, o presidente do Contran, Ailton Brasiliense Pires, é contrário aos mototaxistas mas a regulamentação ou não da categoria tramita no Congresso Nacional. Pereira também pediu à Polícia Militar que aborde com mais frequência os taxistas nas ruas para coibir os assaltos. Ele diz que esse trabalho precisa ser intensificado porque é uma das principais defesas hoje para os taxistas. (L.A.)





