Sindicato não descarta ação radical em Maringá
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segunda-feira, 24 de setembro de 2001
Lucinéia Parra<br> De Maringá 
A diretora do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Marta Beline, disse ontem, que a invasão da Receita Estadual será discutida intensamente pelo comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM) antes de ser deflagrada. ''Essa é uma ação radical que só será deflagrada após um processo de negociação'', disse.
Quanto ao alerta divulgado pela Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de que o governo tem liminar judicial que penaliza as entidades promotoras desse tipo de ação, com multa de R$ 100 mil por dia, Marta ironizou: ''Por ora, o governo não vai receber dinheiro nenhum do Sinteemar.''
A proposta de invasão da Receita Estadual foi aprovada na última sexta-feira pelos servidores da UEM durante assembléia geral. Além da invasão, os servidores também aprovaram a suspensão da inscrição para o próximo vestibular e ainda a interdição da Avenida Colombo como forma de protesto contra o governo do Estado. As três propostas, de acordo com Marta, serão ampalmente discutidas e operacionalizadas esta semana.
O primeiro passo, segundo ela, seria uma reunião com representantes do Conselho Universitário (COU) e do Conselho Administrativo (CAD), que estava prevista para hoje. ''Mas agora a prioridade será a reunião em Curitiba que vai acontecer amanhã (hoje) com o secretário Ramiro Wahrhaftig'', justificou. ''Não sabemos o que vai ser discutido, mas estaremos lá'', disse.


