Sindicato não aprova plano de carreira e decreta estado de greve
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná (APP-Sindicato) decretou estado de greve e ameaça paralisar as atividades caso a governo do Estado não apresente, até o início de novembro, uma nova proposta de plano de carreira para o setor. O secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, classificou a posição de sectária, por ter sido adotada antes mesmo de o esboço do plano ser discutido com a diretoria da entidade. Wahrhaftig e representantes da APP-Sindicato devem se reunir hoje.
Segundo a diretoria da APP, o estado de greve foi decidido na noite de segunda-feira, em assembléia com cerca de mil professores e funcionários que participaram da invasão do prédio da Secretaria da Fazenda, iniciada na manhã do dia 28. A invasão terminou por volta das 23 horas, quando o secretário da Educação enviou aos professores o esboço do plano de carreira. Segundo informações do governo, apenas cerca de 150 pessoas participaram da ocupação.
Os professores queriam pressionar a Secretaria da Educação a apresentar a proposta de plano de carreira, embora já houvesse uma reunião marcada para hoje. Descontentes com o conteúdo da proposta, os participantes decretaram estado de greve. Esperamos que um novo plano, bem diferente do esboço apresentado, seja proposto até o início de novembro, disse Romeu Gomes de Miranda, presidente da APP-Sindicato.
A ocupação do prédio, de acordo com Wahrhaftig, foi promovida pela diretoria da APP para criar um fato político-eleitoreiro para ser usado pelo candidato da oposição ao governo do Estado. Não havia motivo para a invasão, já que a reunião para discutir o plano de carreira estava agendada para o dia 30 de setembro há muito tempo, afirmou o secretário. Wahrhaftig disse que o Plano de Desenvolvimento Pessoal para a categoria vem sendo discutido exaustivamente com a APP-Sindicato.
O secretário criticou a postura da APP-Sindicato. A diretoria da entidade não representa a vontade dos professores do Estado, que têm bom senso e estão desconfortáveis com atitudes movidas por interesses políticos, disse o secretário.
Entre os itens do plano criticados pela diretoria da APP-Sindicato está a instituição de uma avaliação de desempenho que seria feita por diretores, alunos e pais de alunos que, segundo Miranda, comprometeria o rigor do conteúdo. Segundo Wahrhaftig, a idéia é aumentar a participação da comunidade na escola, que está cada vez mais pública e autônoma.Marcelo AlmeidaO secretário Wahrhaftig considera sectária a posição do sindicatoAndrea Vendramini





