Sindicato lança Portal da Insegurança
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Policiais civis de todo Paraná entram em greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de amanhã. Apenas 30% do efetivo, o correspondente a 900 dos três mil policiais do Estado, irão trabalhar durante a paralisação. Isso significa que a população que procurar a polícia nos próximos dias vai encontrar bastante lentidão nos serviços.
Amanhã, primeiro dia de greve, os policias também prometem manifestações na Boca Maldita, no centro de Curitiba, e em Londrina. Em Curitiba, eles lançam o ''Portal da Insegurança'', uma catraca para que a população registre se está satisfeita com a segurança na cidade.
Segundo o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), a paralisação não vai atingir setores considerados emergenciais para a população, como o recolhimento e liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) e ocorrências de homicídios, latrocínios e roubos.
Outros serviços, como a emissão de carteiras de identidade no Instituto de Identificação do Paraná, ordens de serviço e registro de Boletins de Ocorrência (BOs) nas delegacias ocorrerão de forma mais lenta.
''Hoje os BO's são quase todos engavetados, porque o policial não sai para investigar, ele tem que ficar cuidando dos presos na delegacia'', diz o presidente do Sinclapol, André Luiz Gutierrez, que calcula que menos de 10% das denúncias sejam investigadas. ''São roubados mais de 20 carros por dia em Curitiba, mas olhe a situação da Delegacia de Furtos e Veículos, tem tanto preso que não sobra policial para investigar'', denuncia.
Uma das reivindicações da categoria é a melhoria nas condições e estrutura de trabalho, o que envolve mais contratações. Segundo Gutierrez, para que a polícia pudesse ter uma estrutura razoável de atendimento, seria preciso dobrar o número de policiais. O principal pleito dos policiais é a criação de um plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), conforme previa o decreto estadual 5.721, assinado em 2005. O PCCS, para Guitierrez, foi promessa de campanha do governador até hoje não cumprida. Durante o governo Requião, de acordo com ele, o reajuste concedido para a Polícia Militar ficou entre 130% e 217%, enquanto que para a Polícia Civil foi de 47% a 58%. Procurada, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) preferiu não comentar a paralisação.
Londrina
Ontem o presidente do Sindipol de Londrina e Região, Ademilson Batista, percorreu os 18 municípios atendidos pela 10 Subdivisão Policial. O sindicato não informou o número exato de servidores que atuam na região de Londrina, mas, segundo Batista, são cerca de 180 trabalhadores em todos os distritos, entre funcionários e estagiários. O delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Barroso, preferiu não se pronunciar sobre a paralisação. (Colaborou Fernanda Borges)


