Sindicato joga bola contra desemprego
Sindicato joga bola contra desemprego
Célia Baroni
Júnior/DivulgaçãoTime dos cortadosSindicato dos Bancários entra em campo: desafio da categoria é virar o jogo contra as demissões
Armando DuarteA Copa do Mundo serviu de inspiração para o Sindicato dos Bancários de Londrina. A entidade escolheu o tema para uma manifestação contra o desemprego. Ontem de manhã, organizou várias partidas de futebol em pleno Calçadão, em frente ao Banco do Brasil, área central. Na dramatização, o time dos bancários começava sempre perdendo, mas, depois de se organizar, assumia a liderança ganhando de goleada do time dos banqueiros.
Romário Cortado, Gerente Frangarel e Compensador Gonsalve-se, do time dos Bancários, enfrentaram o time dos Banqueiros, liderado por Lord Gugahgah, do HSBC Bamerindus, e que contava ainda com Boi Neco, do Banestado, e Paulo Inferno que Mente, do Banco do Brasil. Aproveitamos a manifestação para lançar a campanha salarial deste ano, informou o presidente do sindicato, José Francisco da Silva. A data-base da categoria é em setembro.
O protesto fez parte da Campanha Nacional em Defesa do Emprego. José Francisco da Silva, explicou que o objetivo da manifestação foi chamar a atenção das pessoas para a questão do desemprego. É um problema que atinge todos, mas principalmente os bancários. Segundo a entidade, de janeiro de 89 a junho deste ano, a categoria foi reduzida de 799 mil trabalhadores para 460 mil. Os números são nacionais.
Só em 97, em Londrina, 150 bancários foram demitidos - a Cidade tem cerca de 2 mil. O desemprego é hoje o maior problema que o País enfrenta e deverá ser tema das campanhas salarias de todas as categorias. Ele representa miséria, violência e a desestruturação de famílias, afirma Francisco da Silva. Os bancários querem a regularização da jornada de trabalho dos bancos, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tem se negado a discutir a questão. A entidade esclarece que os bancários trabalham em média duas horas extras por dia para corresponder à demanda de trabalho nas agências bancárias.





