Sindicato faz manifestação por feriado
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Viviani Costa<br>Reportagem local 
Londrina Alunos e professores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), campus Londrina, foram surpreendidos na manhã de ontem ao chegarem à sede da instituição. Diretores e representantes do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Região (Sinpro) fizeram uma manifestação para lembrar o feriado escolar referente ao Dia do Professor.
As aulas ocorreriam normalmente no campus da PUC, mas o congestionamento formado do lado de fora causou transtornos para alunos e professores. Os representantes do sindicato espalharam cartazes em frente à universidade e pediram mais respeito aos docentes. Antes de permitir a entrada de cada veículo, profissionais ligados ao sindicato estendiam uma faixa em frente aos carros e entregavam um panfleto aos motoristas.
O presidente do Sinpro, André Cunha, destacou que o feriado escolar está previsto no decreto federal nº52.682, de outubro de 1963. "Desde julho reforçamos, por meio de comunicados, que as instituições não poderiam ter aulas no Dia do Professor. É um dia de reflexão, de homenagem e de respeito aos professores", disse.
O sindicato encaminhou um ofício à Delegacia Regional do Trabalho e pediu que os fiscais fossem até o local, mas a fiscalização não foi confirmada pela Delegacia Regional do Trabalho. As aulas na PUC foram suspensas na segunda-feira e mantidas no dia 15. Conforme André Cunha, não teria havido negociação entre a instituição e os professores.
Para a estudante do curso de Direito, Priscila Paiva, de 22 anos, a situação teria que ser resolvida de outra forma. "Desse jeito tem prejuízos para alunos e professores. Eles teriam que conversar e avisar a gente com antecedência sobre a decisão", reclamou. Outro aluno do curso de Direito, Flávio Guimarães, 20, também criticou a confusão. "Já que existe um decreto sobre o feriado, não deveria ter aula hoje", argumentou.
Professores que enfrentaram o congestionamento preferiram não dar entrevistas. Uma turma de alunos do curso de Teologia decidiu voltar para a casa. Eles entraram na instituição, conversaram com o professor e deixaram o campus da PUC. "Temos que respeitar os professores", afirmou o estudante Osmar Manoel Ferreira, de 32.
O diretor do campus da PUC Londrina, Charles Vezzozo, explicou que a definição do calendário acadêmico foi aprovado pela instituição para todos os cinco campis do Estado e com a anuência dos professores. O feriado foi compensando com folga no dia 14. "A nossa intenção nunca é prejudicar o professor ou fazer alguma coisa fora da lei. Os próprios professores preferiram comemorar o feriado na segunda para emendar com o fim de semana. No entanto, que muitos deles aproveitaram os três dias e viajaram", frisou Vezzozo.
O diretor acredita que pode ter havido uma falha de comunicação entre os sindicatos de Curitiba e o de Londrina, já que nas outras cidades onde há campis da PUC não houve nenhum problema.
De acordo co Vezzozo, a presença dos sindicalistas acabou atrapalhando o andamento das aulas. "Houve um certo atraso no início das atividades, já que a manifestação ocasionou filas de carros e isso até gerou um risco de acidente em virtude da aglomeração de veículos e pessoas na rua", apontou. (Colaborou Lucio Flávio Cruz).


