O Sindicato dos Professores de Londrina (Sindprol) está analisando a possibilidade de ingressar com uma ação judicial que impeça o governo estadual de bloquear o pagamento do salário de junho para professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em greve desde o início do mês.
O presidente do sindicato, Cesar Antonio Caggiano Santos, disse que o corte de salário é inconstitucional por dois motivos. Primeiro, porque a ‘‘restrita’’ autonomia da universidade permite a mobilização de seus funcionários e, em segundo, porque a greve nem está em julgamento para ser considerada ilegal.
A respeito do boicote ao vestibular de inverno, que acontece de 16 a 20 de julho, Santos afirma que a categoria está disposta a ‘‘comprar esta briga com a reitoria’’, mesmo sabendo que corre o risco de perder o apoio da comunidade. Na verdade, os grevistas esperam que a sociedade intervenha junto ao governo para impedir prejuízos financeiros. ‘‘Em Maringá, a discussão está bem adiantada e aqui o assunto será votado na assembléia unificada de segunda-feira’’, disse Santos.
Hoje, o Sindprol espera representantes do comando estadual de greve para uma reunião a partir das 8h30 na sede do Sindicato. Eles avaliarão a mobilização em Cascavel, Maringá e Curitiba. Enquanto isso, professores, alunos e funcionários estarão no calçadão da Avenida Paraná, das 10 às 15 horas, mostrando à população quais são os serviços de extensão à comunidade realizados pela UEL. Os servidores do Hospital Universitário e Hospital das Clínicas participarão da atividade aferindo pressão arterial e tirando dúvidas sobre saúde.

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