O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina entrou ontem com medida cautelar de arresto dos equipamentos e de um carro da fábrica de móveis Irmola para pagamento de dívidas trabalhistas com cerca de 30 funcionários. Os empregados estão de vigília desde sábado na porta da empresa, no Jardim Maria Lúcia (zona oeste), para evitar a retirada do maquinário.
Segundo o advogado do sindicato, Jorge Custódio Ferreira, a decisão judicial deverá ocorrer ainda hoje. A proprietária da empresa, Elaine Cristina Condado, disse que vai esperar o resultado da ação para comentar o assunto. Ela revelou também que pretendia retirar os equipamentos para desocupar o prédio, que seria alvo de uma ação de despejo.
Os equipamentos, avaliados informalmente pelos empregados em cerca de R$ 100 mil, estariam penhorados por causa de uma dívida de Elaine com um parente. Ela não quis revelar o valor da dívida. Segundo Custódio, a penhora, no entanto, não impede a ação de arresto. ''O pagamento da dívida com os funcionários tem preferência'', afirmou.
A proprietária disse ainda que os funcionários teriam ameaçado retirar os maquinários do barracão ''à força''. Segundo eles, a intenção é somente impedir a retirada da fábrica. O maquinário seria levado para um barracão emprestado por uma amiga, na Vila Yara (zona leste). ''Ninguém estava fugindo'', garantiu Elaine. Segundo ela, as dívidas trabalhistas seriam pagas com o dinheiro da venda de um Vectra e de pequenos equipamentos. O ex-marido dela teria retido o documento para evitar a negociação do carro, avaliado em R$ 18 mil.
''Ela falou isto várias vezes. Só queremos nossos direitos e vamos manter a vigília na porta da fábrica até uma definição da Justiça'', salientou Valdecir Costa.

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