Uma nova rodada de negociação entre a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina (Sintrol), ontem, não afastou a possibilidade de greve dos motoristas e cobradores de ônibus. Depois de mais de uma hora de conversa à portas fechadas, o presidente do sindicato, João Batista da Silva, disse que a proposta feita pela empresa foi inaceitável.
‘‘Seria uma antecipação em patamares muito menores do que a inflação dos últimos 12 meses. A categoria certamente não iria aceitar’’, garantiu João Batista. Ele não quis especificar qual foi a proposta. ‘‘Combinamos com a empresa não divulgar o índice porque a idéia já está descartada’’. O gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça, sequer admitiu que a empresa tivesse apresentado um índice. ‘‘Não fizemos nenhuma proposta nova’’.
A possibilidade de uma greve no transporte coletivo em Londrina foi levantada pelo Sintrol na semana passada, quando a TCGL ofereceu 0% de reajuste para os trabalhadores. A categoria quer 9.55% de correção salarial mais 5% de produtividade. O sindicato representa 1.100 motoristas e cobradores da TCGL e Francovig.
Diante do impasse nas negociações com as empresas, o sindicato admitiu a hipótese de um reajuste escalonado. ‘‘Estamos cogitando um entendimento que possa garantir uma recuperação dos salários diluída nos próximos meses. Seria um reajuste programado e dividido em parcelas’’, admitiu João Batista, no final da reunião. Ele disse que esse acordo depende de cálculos que seriam feitos pelo sindicato e pelas empresas. Os cálculos devem ser apresentados hoje à tarde numa nova rodada de negociação, desta vez incluindo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), na Delegacia Regional do Trabalho.
O transporte coletivo em Londrina atende atualmente uma média de 165 mil usuários por dia, segundo a CMTU, que não vai admitir reajuste na tarifa até o fim do ano, conforme queriam as empresas. No começo do ano a TCGL protocolou um pedido de reajuste de 17%. No mês passado as empresas tiveram uma redução de 4,5% em taxas e impostos.

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