Sindicato e família podem mover ação
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quarta-feira, 13 de junho de 2001
De Curitiba 
Apesar dos familiares e agentes não se conformarem com a situação em que Luciano Amâncio morreu, a maioria preferiu guardar este momento de dor, que não é hora para falar sobre segurança, disse o agente penitenciário Acyr Santos. As reclamações contra a ação do governo no episódio devem ficar para mais tarde.
A presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário, Sandra Márcia Duarte, ainda não sabia precisar quais as ações a serem tomadas pela entidade. Não está descartada a possibilidade de entrar com ação judicial contra a Secretaria Estadual de Segurança Pública por não ter tomado as medidas necessárias para evitar um incidente deste porte. Marcos Amâncio, irmão de Luciano, também chegou a cogitar a possibilidade de que a família entre com uma ação indenizatória contra o governo. Os familiares ficaram particularmente indignados com o descaso do secretário José Tavares, que não tentou liberar o corpo de Luciano da cadeia logo após saber de sua morte.
Luciano virou um mártir, que deve significar o fim de uma era de descaso e falta de competência. A secretaria sabia que a situação não podia continuar como estava, mas não fazia nada para mudar, disse Sandra. Uma das reclamações da categoria refere-se ao pequeno número de agentes em cada turno de trabalho.
O sindicato decidiu adiar uma reunião com os deputados estaduais, marcada para acontecer ontem à tarde no plenário da Assembléia Legislativa. A idéia é reunir grande número de agentes penitenciários, inclusive de Maringá e Londrina, para denunciar a ação do governo e levar suas reivindicações de melhorias nas condições de trabalho. (M.G.)


