O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, Gabriel José Trindade, contestou as declarações do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, que não concorda em armar vigilantes que ficam na guarda de bancos. Na quarta-feira, a agência do Unibanco localizado na rua Souza Naves foi assaltada e o vigilante teve seu revólver levado pelos dois ladrões. Na ocasião, o delegado disse que os seguranças bancários não deveriam usar armas, porque têm os revólveres roubados em todos os assaltos a bancos.
‘‘Em um aspecto, o doutor Wanderci tem razão. No entanto ele desconhece que, para cobrirem os valores roubados, as seguradoras fazem determinadas exigências aos bancos. Entre elas, está a obrigatoriedade de, no mínimo, cada agência ter dois vigilantes armados’’, garantiu Trindade. Para o presidente do Sindicato, seria mais lógico a polícia fiscalizar o cumprimento da Lei Federal 7.102, de junho de 1983, complementada pela portaria 992 de março de 94. A lei e a portaria exigem que em cada agência, além dos dois vigilantes, haja porta detectora de metais, câmara de TV em circuito fechado ou guarita interna a prova de bala.
‘‘Tomo como exemplo a total falta de segurança da agência Unibanco assaltada na última quarta-feira e que niguém fez nada. Tinha apenas um vigilante e nenhum outro acessório para garantir a integridade dos funcionários e dos clientes. A polícia tem que indiciar em inquérito os diretores dos bancos pelo crime de facilitação ao roubo e por colocar em risco a vida dos outros.’’

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