Sindicato diz que solução é aumentar efetivo
Além das leis trabalhistas garantirem descanso justo, de acordo com a quantidade de horas trabalhadas, uma determinação do Tribunal de Justiça (TJ) limita a carga horária de policiais civis, impondo descanso três vezes superior ao período trabalhado. Assim, a categoria não poderia trabalhar mais que 44 horas semanais. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, também afirma que mandados de segurança e até mesmo resoluções internas da corporação indicam escalas em que as folgas devem somar o triplo do período trabalhado: 8 por 24, 12 por 36 ou 24 por 72 horas.
''Essas condições estão previstas em lei e não há como escapar delas'', destacou Batista, afirmando ainda que a solução definitiva é uma só: aumento de efetivo. ''Em Londrina, precisamos do dobro dos funcionários atuando em delegacias. No Paraná, o contingente precisa triplicar somente para se conseguir fechar uma escala.''
A Folha tentou ouvir o secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, mas não conseguiu contato por telefone. Informações da Secretaria, no entanto, confirmam que a contratação de 144 investigadores e 72 escrivães está parada em Curitiba porque os trâmites foram barrados pela lei eleitoral.
Londrina conta com cerca de 120 policiais civis. Deste total, 70 pessoas cuidam do atendimento das ocorrências, acompanhamento dos inquéritos e investigação dos crimes. Em todo o Paraná, trabalham perto de 4 mil homens.





