As diferenças entre as reivindicações dos trabalhadores representados pelo Sinttrol e a proposta das empresas de transporte coletivo resumem-se basicamente aos índices de reposição propostos pelas duas partes e ao pagamento do anuênio para motoristas e cobradores.
Enquanto os cobradores e motoristas esperam por 7% de reposição salarial relativa à inflação dos últimos 12 meses, 4% de premiação por produtividade e o descongelamento do anuênio, as empresas garantem ser impossível, no momento, pagar mais do que um abono de 9% sobre os salários de seis meses sem que seja feita um reajuste de tarifa. O anuênio sequer é discutido por TCGL e Francovig.
''A proposta do pagamento do abono nos agradou. Mas por outro lado, não podemos abrir mão do descongelamento do anuênio, que estão sendo aplicados sobre os salários de junho de 2003'', argumentou o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva. ''As empresas alegam que recebemos os maiores salários do Estado, mas desconsideram que nas outras cidades os funcionários recebem premiação por quilômetros rodados e horas extras, o que aumenta a renda pessoal significativamente'', continuou.
Silva refere-se a números sobre os salários dos trabalhadores de Londrina que, segundo as empresas, foram levantados pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) ''De acordo com estes estudos, os salários pagos em Londrina são os maiores do Estado e um dos melhores do País. Nós já arcamos com a reposição de 6% no ano passado, mesmo sem reajustes na tarifa, e agora eles querem novo aumento sem sequer negociar direito'', afirmou Francisco Francovig.
Além da reposição de 2004, os funcionários também tiveram os salários reajustados em 18,5% em julho de 2003. TCGL e Francovig alegam baixa lucratividade do serviço como justificativa para se recusar a arcar com os custos de uma nova reposição.''Em 2004 tivemos remuneração bem inferior a 12% do investido, o que é o mínimo esperado. Não poderemos assumir mais um custo'', disse Gildalmo Mendonça, da TCGL. (A.L.)

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