Sindicato denuncia comércio ilegal de areia em Maringá
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quarta-feira, 27 de junho de 2001
Marcos ZanattaDe Londrina 
O Sindicato dos Revendedores de Materiais de Construção de Maringá (Simatec) acionou as autoridades para acabar com o mercado paralelo de areia e pedra na cidade. Atualmente 80% das vendas são feitas por picaretas, que lesam o fisco e enganam o consumidor, afirma o presidente da entidade, Valdeci Aparecido da Silva. Ele diz que há cerca de dois anos as empresas do setor começaram a registrar quedas nas vendas de areia e pedra. Cada lojista achava que perdia mercado para o vizinho, mas a realidade não é bem assim, lamenta.
Uma comissão de revendedores descobriu então que o mercado estava passando para as mãos dos informais. Pelos cálculos de Silva, são cerca de 50 pessoas que dominam a maior fatia das vendas. Por mês, segundo dados do Simatec, são comercializados 20 mil metros cúbicos de areia e outro tanto quase igual de pedras na cidade. Não conseguíamos entender como eles vendem a preço de custo, conta Silva. Uma quantidade de 10 metros cúbicos, que nas lojas custa em média R$ 230,00, é vendida pelos informais a R$ 190,00.
O preço baixo, alerta Silva, é possível graças ao menor volume de material entregue. Ele explica que os informais cortaram as caçambas dos caminhões, que ao invés de carregar 10 metros cúbicos ficam com a capacidade máxima de sete metros. O consumidor não tem noção disso e acaba perdendo, alerta. A primeira medida foi acionar o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), que vai auferir todos os caminhões caçamba que transportam pedra e areia.
Como a atuação dos informais gera também sonegação de impostos, o Simatec acionou a Receita Estadual e o Procon. Avisamos ainda a polícia porque os picaretas estão praticando um crime, desabafa Silva. Ele apela para que os consumidores deixem de comprar no mercado informal. Além do preço, é fácil identifcar os picaretas, que andam de motos percorrendo as obras e fazem negócios sempre com celular, dá a dica.


