Os motoristas e cobradores de ônibus e os taxistas de Curitiba devem parar o trabalho durante um dia de agosto para fazer um protesto contra o aumento dos assaltos e o que consideram a falta de punição aos menores infratores. O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc), Denilson Pires da Silva, disse ontem que tenta ampliar a paralisação para todo o Brasil. Mesmo que isso não aconteça, o protesto já está definido na capital.
Segundo Silva, há a possibilidade de outras categorias aderirem ao protesto. ‘‘Estamos negociando com categorias que enfrentam o mesmo problema’’, afirmou. A data do protesto também não foi definida. O presidente do Sindimoc acredita que a definição do dia deve sair no máximo em duas semanas. Isso indica que o protesto deve acontecer na segunda quinzena do mês.
O que motiva o protesto é o assassinato do segundo cobrador neste ano, ocorrido na noite terça-feira. Há ainda indefinições sobre a duração do manifesto - se durante todo o dia ou apenas algumas horas. Durante a paralisação os sindicalistas pretendem pedir o fim da proteção ao menores infratores. Esse seria o grande problema dos motoristas e cobradores de ônibus, segundo Silva. Para ele, a maioria dos assaltantes são menores de idade.
O sindicato quer modificar o Código Penal para punir com mais rigor os menores acusados de assaltos. Silva argumentou que 90% dos 209 assaltantes de ônibus presos pela Polícia Militar desde o começo do ano eram menores. Todos teriam sidos soltos e estariam novamente nas ruas, cometendo os mesmos crimes.
O sindicalista reclamou ainda que existe muita facilidade em liberar os acusados. ‘‘A PM até que vem fazendo bom trabalho, mas nosso problema é a Polícia Civil ou o sistema judiciário’’, afirmou. ‘‘Temos que acabar com esse prende-e-solta (de assaltantes)’’. O Sindimoc esteve reunido ontem com o comandante do policiamento na capital, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, para pedir maior rigor no policiamento.

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