Sindicato da Saúde não concorda com taxa da CMTU
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quarta-feira, 11 de julho de 2001
Edna Mendes De Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pode prorrogar o prazo da cobrança da taxa de lixo para os estabelecimentos de saúde. O presidente da autarquia, Wilson Sella, argumenta que, por questões financeiras, os hospitais e clínicas precisam de um prazo maior para se adequarem. O sindicato que representa a categoria não concorda com a cobrança da taxa.
A partir do início de agosto todo lixo que não for domiciliar e ultrapassar a quantidade de 100 litros não poderá ser depositado no aterro sanitário sem o pagamento da taxa, que deve ser de R$ 15,00 por tonelada. O objetivo da cobrança é promover a reciclagem e diminuir a quantidade de lixo que entra no lixão. Segundo cálculos da CMTU, cerca de 80% dos resíduos depositados no aterro podem ser reciclados.
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde de Londrina e Região, Antonio Carlos Ribeiro, disse que os hospitais já enfrentam dificuldades financeiras e que por isso a cobrança da taxa comprometeria ainda mais a situação desses estabelecimentos. Se essa taxa realmente for aplicada vamos procurar nossos direitos na Justiça. Afinal, já pagamos pela coleta no Imposto Predial e Territorial Urbano. Achamos essa cobrança um abuso, disse.
A direção do Hospital Evangélico informou que em breve a casa hospitalar deve iniciar a coleta seletiva. O projeto, em fase de implantação, deve ser coordenado pelo Departamento de Medicina Ocupacional e a renda revertida para uma instituição de caridade.
A Santa Casa já faz a coleta seletiva e a reciclagem de lixo. O material é separado e vendido. O lucro é aplicado na compra de equipamentos de segurança para os funcionários e pequenas manutenções no hospital. A última venda resultou na compra de equipamentos de segurança suficiente para seis meses.
A CMTU alega que os hospitiais, clínicas e laboratórios desperdiçam a maior a parte da produção do lixo que poderia ser reciclável. Um bom exemplo, são os frascos de soro fisiológico, que não são contaminados e podem ser totalmente reciclados.


