Curitiba - O secretário Jair Braga, em entrevista coletiva, disse que antes da revolta 30 presos considerados altamente perigosos haviam sido retirados da PCE. ''Com eles aqui, seria certamente muito pior. Eles estavam prometendo matar'', afirmou o secretário.
Braga também comentou a saída dos policiais militares do presídio. ''Tinha-se a notícia da ligação de alguém (preso) de Londrina com um grupo criminoso de São Paulo. Foram retirados 30 presos perigosos. Quando disseram que os PMs iam sair, eu falei da inconveniência da medida. Desde 2001 (quando havia ocorrido a última rebelião grave na PCE), a Polícia Militar vinha segurando a situação. Não tive resposta, então fiz outro expediente, dizendo que lamentava. Com a PM aqui, com certeza não teria acontecido essa situação'', afirmou Braga.
Ele disse que, durante a rebelião, conversou com o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, por telefone. ''Ele disse que não partiu dele a ordem de tirar os policiais'', descreveu Braga.
''A retirada da PM foi um ato criminoso'', disse o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwerter. Ele explicou que o perigo da rebelião já havia sido alertado pelos agentes, quando os policiais foram retirados do local.
A assessoria da Secretaria de Segurança apontou que um estudo da própria PM baseou a decisão de retirar os policiais da PCE. Entretanto, a assessoria não detalhou de quem partiu a decisão. (Colaborou Diogo Cavazotti)

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