Curitiba - O Sindicato das Guardas Municipais do Estado do Paraná (Sindiguardas-PR) está ''indignado'' com o Comando de Curitiba porque a corporação processa administrativamente dois guardas que mataram um assaltante durante troca de tiros, em novembro do ano passado. Os guardas estavam fazendo patrulhamento na regional do Portão quando ocorreu o assalto numa farmácia e houve o tiroteio. Um dos três marginais foi atingido e morreu. Um revólver calibre 32 e metade da quantia roubada foram recuperados.
''Ao invés de estarem sendo condecorados pela bravura, querem puni-los por excesso de tiros e respondem a um processo administrativo de disciplina'', afirma o vice-presidente da Sindiguardas-PR, Marcelo Perochi. ''Tudo que fizeram foi estritamente cumprir um dever legal. Ou há autonomia para a guarda trabalhar ou tira-se a guarda da rua'', critica. Segundo Perochi, por lei federal, em municípios com mais de 50 mil habitantes, as guardas devem ser armadas e ter preparo para atuar como policiais.
O secretário municipal de Defesa Social, Itamar dos Santos, esclarece que é obrigatório a Prefeitura instaurar processo administrativo para toda ocorrência grave na prestação no serviço da Guarda Municipal. ''O inquérito policial que também foi instaurado já encerrou e encaminhado para o Ministério Público. Temos informações que ele concluíram que os guardas agiram de acordo com a lei'', disse ele, contando que, nos dois últimos anos, não houve registro de mortes durante a ação da Guarda Municipal de Curitiba.
De acordo com o secretário, dos cerca de 1,5 mil guardas municipais, menos de dez são filiados ao Sindiguardas-PR. ''O processo administrativo é uma burocracia. O processo sumário foi instaurado, no dia 6 de novembro de 2006, e na sequência encaminhado para Procuradoria Geral do Município, onde foi instaurado uma sindicância'', relembra. Como se trata de um caso grave, porque houve uma morte, o processo foi transformado em inquérito administrativo que não foi concluído e não tem previsão de ser encerrado.
''É claro que podem ser punidos, mas acredito que seja uma possibilidade remota. Eles deram 12 tiros, acertaram quatro no marginal e não atingiram ninguém mais. Para nós a ação foi correta'', disse o secretário.

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