Sindicato critica falta de segurança
Para o Sindicato dos Bancários de Londrina e região, a área nas agências bancárias onde estão localizados os terminais eletrônicos de auto-atendimento é considerada de risco. As instituições, critica a direção do sindicato, disseminaram os caixas eletrônicos na última década mas se descuidaram com as medidas de seguranças.
''Se os bancos optaram pelas salas de atendimento eletrônico, eles têm que prestar contas à sociedade com relação à segurança, porque ainda deixa a desejar'', comentou o diretor sindical Paulo Lima. Para dimensionar a expansão da mecanização nas agências, ele citou a redução no número de bancários no país: em 1989, havia 839 mil funcionários e hoje são menos de 350 mil.
Para melhorar a segurança na área dos terminais, Lima avalia que a saída mais viável é a instalação das portas giratórias de segurança, mais eficientes do que a vigilância humana armada. Desde 1996, quando os sindicatos passaram a cobrar a colocação das portas, o número de assaltos diminuiu sensivelmente, conforme estatística do sindicato. Atualmente, 63 das 93 locais (entre agências e postos) de Londrina contam com esse tipo de mecanismo.
O Banco do Brasil não credita a invasão a falhas na segurança. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, os locais são áreas de livre acesso ao público, assim como as máquinas dispostas em shoppings e postos de gasolina. O BB alegou que ''as portas de segurança, além de não estarem previstas, poderiam limitar o livre trânsito dos usuários e clientes'', principalmente após o encerramento do expediente.
A instituição qualificou a invasão da agência como ''um fato fortuito e de força maior, que poderia ter se dado em qualquer outro local que não as dependências do banco''. Em relação ao socorro aos feridos (sendo três clientes), a assessoria informou que a ajuda não foi omitida mas isso não significa que tenha assumido qualquer tipo de responsabilidade.





