Sindicato critica acúmulo de funções sem aviso prévio
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, afirma que os motoristas da TCGL devem tomar atitudes sobre a decisão da empresa. ''Este é um acúmulo de função que a Grande Londrina não está autorizada a empreender. Foi uma decisão unilateral, abrupta, sem aviso prévio'', critica Batista.
Em Londrina, os únicos ônibus urbanos em que motoristas também atuam como cobradores são os do Psiu. ''Neste caso, quando o Psiu foi instalado, aceitamos (o desempenho das duas funções) após assembléias, negociações e depois de um anúncio com antecedência, o que não foi feito agora'', diz Batista.
Hoje, o Sinttrol realiza três assembléias em sua sede, na rua Acre (região central), às 9, 15 e 19 horas, para ''informar a categoria'' e discutir o assunto, segundo o presidente. ''Devemos enviar ofício à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para requerer uma cópia da planilha de custos das empresas de transporte coletivo da cidade, que indicava que o equilíbrio econômico delas estaria ameaçado. Pode ser que a TCGL esteja interessada em cortar gastos'', afirma o sindicalista.
''Queremos manter as condições de trabalho. Se, para que isso aconteça, é necessário aumentar a tarifa, é preciso discutir'', diz Batista. O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirma que tem conhecimento da experiência que está sendo realizada nas oito linhas da TCGL. ''Pelo que eu soube, a idéia é acrescentar mais ônibus à frota, na forma de micro-ônibus. Seria uma forma de reduzir custos do sistema sem despedir funcionários. Não fui informado de que seria uma maneira de reduzir gastos'', diz Sella. Sobre um eventual reajuste na tarefa, ele afirma que não tem comentários a fazer. Daniel Martins diz que a TCGL não tem planos de implementar a experiência em outras linhas.





