Sindicato cobra transparência na UEL
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terça-feira, 01 de junho de 1999
Érika Pelegrino 
Os servidores da Universidade Estadual de Londrina acusam o Conselho de Administração da UEL, formado por nove membros mais o reitor Jackson Proença Testa, de estar conduzindo o processo de implantação de autonomia de forma antidemocrática e sem transparência. A reclamação foi feita durante assembléia de funcionários realizada no Pinicão do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no câmpus universitário.
Para a implantação do processo de autonomia, iniciado em 25 de março, a reitoria está tomando diversas medidas que visam, principalmente, fazer um ajuste entre receita e despesas da universidade. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar André Nascimento, o problema está no fato destas medidas estarem sendo tomadas de cima para baixo, sem um debate aberto junto à comunidade interna e externa.
A falta de democracia no processo, de acordo com o Itamar Nascimento, se caracteriza pelas decisões tomadas por um número reduzido de pessoas que fazem parte do Conselho de Administração, que discutem as medidas em reuniões informais, deixando de lado representantes dos alunos e dos funcionários. Estes, segundo Itamar Nascimento, também fazem parte do Conselho de Administração, mas estão excluídos das discussões. Só tomam conhecimento das medidas na hora de votação, diz.
A Assuel reclama da falta de transparência e diz que vem solicitando, sem receber resposta, informações sobre a composição da folha de pagamento da universidade. A entidade quer esclarecimentos sobre o número de assessores, o número de funções gratificadas (FGs), o número de Tide (Tempo Integral de Dedicação Exclusiva) e quanto é gasto com eles.
Itamar Nascimento reclama também dos cortes administrativos aconteceram na área de saúde com o fim das horas extras dos funcionário do Hospital Universitário, que já estava trabalhando com um número reduzido de profissionais. Isto provocou uma sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, uma queda na qualidade do atendimento, afirma.
Na opinião dele, deveriam ser cortados privilégios como o excesso de FGs, o Tide pago aos docentes que não fazem dedicação exclusiva à UEL, os plantões à distância que são pagos aos médicos que não comparecem ao trabalho. A autonomia universitária sempre foi um sonho e uma luta de toda a comunidade. Portanto, não estamos contra a autonomia. Estamos lutando contra a forma como os nossos administradores estão conduzindo a sua implantação, argumenta Itamar Nascimento.


