Diretores das entidades representantes da categoria docente, reunidos na manhã de ontem para avaliar as medidas anunciadas pelo reitor da UEL, criticaram a utilização do termo ‘autonomia’ para designar o contrato firmado entre as IEES e o governo do Paraná; e também a forma abrupta como a administração da universidade definiu os cortes nos gastos com o pessoal.
‘‘A comunidade universitária reivindica há décadas uma ampla autonomia, muito diferente desta que o governo acertou com as direções das IEES. Isto que está aí é, na verdade, um abandono do Estado em relação ao ensino superior. O governo deixa de repassar os recursos para custeio e investimento, que são suas responsabilidades constitucionais. Isto, a médio prazo, vai levar ao sucateamento e privatização das universidades e faculdades públicas’’, afirma o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Caggiano Santos.
De acordo com ele, os cortes anunciados são medidas adotadas de cima para baixo e não podem ser consideradas medidas moralizadoras. ‘‘O reitor diz que cortou 36 assessores especiais (AEs) e 40 funções gratificadas (FGs). Tudo bem, o corte deve ser feito para possibilitar a contratação dos professores que faltam. O problema é que ele não diz quantos outros AEs e FGs continuam existindo na UEL, e nem quando eles foram contratados e concedidos. Não podemos esquecer que o Jackson Testa está no segundo mandato como reitor. Seria muito bom que ele divulgasse como encontrou a estrutura administrativa e como ela está hoje, em termos de privilégios, antes de sair posando de gerente moderno e moralizador’’, ressalta o presidente do Sindiprol, para quem a autonomia deve vir acompanhada de ampla transparência administrativa.

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