Sindicato cobra porta de segurança
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quarta-feira, 18 de março de 1998
Anna Camanducaia 
Arquivo FolhaFalta de portas de segurança reduz segurança nas agências bancáriasA falta de porta de segurança nas agências bancárias é um dos motivos para os assaltos, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Pedro Eugênio Leite. Este ano houve 21 assaltos na região. Nenhuma das agências e postos assaltados tinha porta de segurança, diz. Hoje, 60% das 370 agências têm a porta instalada. Outro problema são os postos de serviço, que hoje são 280. Para eles, é caro pagar R$ 15 mil por uma porta e, além disso, a instalação depende também da empresa em que está instalado.
Leite encontrou-se ontem com o Secretário Estadual de Segurança Pública, Rubens Tanure, para discutir o descumprimento da Lei estadual 11.571, que torna obrigatória a instalação de portas de segurança nas agências e o fechamento daquelas que não obedecerem a determinação. A lei entrou em vigor em abril do ano passado e dava o prazo de seis meses para a instalação.
O único banco que não tem a porta em nenhuma de suas agências é o Bradesco. Hoje, são 75 em Curitiba e região. O banco alega que a instalação implica alterar o layout da agência, adaptar o cliente a usar a porta e treinar um vigilante para operá-la, diz Leite. Além disso, o banco acha que a porta intimidaria os clientes.
Todas as agências do Banco Real (15) têm porta de segurança. No Banco do Brasil, só falta a da Praça Tiradentes. A Caixa Econômica tem o dispositivo em 80% de suas 32 agências. O Banestado, que tem 17 das 36 agências com porta de segurança, deve instalar mais 15 até junho.


