Sindicato cobra mais segurança da Polícia
Representantes de taxistas e mototaxistas de Londrina estiveram ontem pela manhã no 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM) pedir mais segurança. A visita aconteceu após a notícia do assassinato do taxista Nelson Paião. O grupo era formado pelo presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antonio Pereira da Silva; pelos presidentes das centrais de Radiotaxi Faixa Azul, Pedro Fracaro; Faixa Vermelha, Olair Ribeiro; Faix Alfa, João José Pereira; e pela presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Edmara Adolfo de Oliveira.
Ficou definido que os taxistas vão fazer algumas reuniões com a Polícia Militar para discutir, juntos, o que pode ser feito para melhorar a segurança. Londrina tem três centrais de radiotaxi e cerca de 700 profissionais cadastrados.
Para Silva, é preciso uma ação conjunta para evitar outros assaltos. ''Queremos que a polícia faça mais abordagem a táxis e mototáxis. Já existe um código combinado entre nós e os policiais e eles têm como saber se os passageiros são suspeitos ou não'', explicou. Ele também cobrou mais agilidade da polícia. ''Quando a Central entra em contato com o 190 é porque alguma coisa está acontecendo e a polícia precisa agir rápido.''
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Rubens Guimarães, argumentou que não poderia ter feito nada para impedir o crime. ''Impossível a PM impedir que esse taxista morresse. Nós estamos fazendo tudo que está a nosso alcance'', garantiu. Ele disse que no mês passado a polícia abordou 121 taxistas e 21 mototaxistas. Ele afirmou que o número de chamadas ao 190 não permite maior rapidez no atendimento: ''Recebemos em média 700 chamados a cada 24 horas e destes atendemos pelo menos 150'', apontou.





