Giovani Ferreira
De Curitiba
O Sindicato dos Seguranças e Vigilantes do Estado do Paraná está denunciando, mais uma vez, o trabalho ilegal de policiais civis e militares em empresas de segurança privada. A entidade aproveita a entrada do novo secretário da Segurança Pública, José Tavares, para cobrar mais rigor na apuração e punição dos acusados de desvio de função. João Soares, presidente da entidade, diz que existem policiais prestando serviço particular durante o horário de expediente das corporações.
A assessoria do novo secretário informou que José Tavares ainda não tem conhecimento dessas denúncias. Como faz apenas alguns dias que está no comando da nova pasta, ele explicou que precisa de mais algum tempo para inteirar-se de todos os problemas que envolvem a segurança do Paraná. De acordo com a assessoria, se realmente houver alguma irregularidade nas denúncias apontadas pelo sindicato, com certeza elas serão apuradas.
João Soares reconhece que o sindicato não encaminhou ao novo secretário os processos de sindicâncias que comprovam o trabalho ilegal de dezenas de policiais. Diz, que as denúncias foram feitas ao ex-secretário, Cândido Martins de Oliveira. Soares deve encaminhar todas as denúncias, com provas e todos os elementos levantados durante as investigações que revelam o envolvimento de policiais nesse esquema.
Segundo o sindicalista, os problemas estão em todo o Estado, com destaque principalmente para os grandes centros. Atualmente, uma das situações mais graves está sendo verificada em Ponta Grossa, onde delegados e funcionários da 13ª Subdvisão Policial estão sendo acusados de usar a estrutura da polícia em uma empresa de segurança particular. Soares entende que esses policiais devem ser afastados até o esclarecimento definitivo dos fatos.
Na avaliação do sindicato, até o momento nada foi feito de concreto para combater esse tipo de irregularidade. Agora, com a mudança da estrutura da segurança no Estado, Soares aposta numa atuação mais rigosora a essa prática viciosa e ilegal.

mockup