O Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano-PR) pede que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) exonere o servidor ocupante de cargo de comissão flagrado dirigindo um veículo da companhia enquanto falava ao celular e sem usar o cinto de segurança. A foto do funcionário, que teria sido feita em 19 de fevereiro em uma via pública de Londrina, circulou nas redes sociais.
Em nota, o sindicato diz que a conduta do servidor "vem envergonhando os trabalhadores e prejudicando a imagem da companhia". O sindicato também diz estranhar o fato de a diretoria da CMTU ainda não ter adotado providências para impedir que o funcionário continue desrespeitando as normas de trânsito.
Além do flagrante do último dia 19, afirma o sindicato, o mesmo funcionário teria sido multado outras três vezes no ano passado por infrações cometidas enquanto dirigia o veículo oficial da companhia. Em abril e em julho do ano passado, as multas foram por usar o celular ao volante. Em junho, por excesso de velocidade.
O sindicato "exige que os fatos sejam averiguados para impedir que esse assessor e outros assessores da CMTU-LD desrespeitem a lei e permaneçam impunes". A entidade cobra ainda que o assessor "seja exonerado imediatamente de suas funções, assim que sejam comprovadas as denúncias".
O funcionário em questão exerce o cargo de assessor técnico nível 3, pelo qual recebe salário de R$ 3.926,24. Na CMTU, os funcionários não sabem explicar exatamente quais atividades são exercidas por ele, apenas que seu cargo é ligado à presidência do órgão. Ontem, a reportagem tentou localizá-lo, mas a informação é de que ele não teria comparecido à companhia.
A CMTU informou, por meio de nota, que na quarta-feira foi aberto um processo administrativo disciplinar e uma comissão vai analisar o caso e o resultado deve sair em cinco dias. A companhia informa também que "não será possível lavrar auto de infração, uma vez que é necessário o flagrante de um agente de trânsito para a aplicação da multa". Segundo a CMTU, o funcionário decidiu doar o valor correspondente à infração ao Hospital do Câncer.

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