Sindicato busca parcerias
Para o presidente da Federação Nacional dos Lotéricos, Aldemar Mascarenhas, os investimentos em segurança não podem mais ser limitados às câmeras de segurança, alarmes e vigias. ''A ideia é agregar essas medidas com uma porta de segurança ou blindagem. Mas eu acho que a porta inviabiliza um pouco o atendimento, pois além de ser 'antipática', há a possibilidade de ser burlada. Existem essas duas alternativas: ou blinda ou coloca a porta'', diz.
O Sindicato dos Empresários Lotéricos do Paraná e a Federação estão tentando realizar parcerias com empresas de blindagem para conseguir um melhor preço. ''Fomos buscar com a Caixa uma linha de finaciamento com juros baixos'', afirma. Além disso, explica, o banco irá passar um adicional de segurança mensal, no valor de R$ 300, para quem tiver a loja blindada em nível de padrão 3A (vidros com cinco a seis milímetros de espessura e mobiliário em aço), que é certificada pelo Exército brasileiro ou que tenha porta de segurança.
Em relação à segurança dos clientes, Mascarenhas afirma que ela ''vem por tabela''. Segundo ele, a blindagem garante a segurança do patrimônio ao mesmo tempo que a transfere para os clientes. ''E não adianta trabalhar armado, pois além de não ser função do lotérico, você coloca em risco a vida de outras pessoas. Não é com violência que se resolve.''
Mascarenhas garante que 99% das casas lotéricas em Londrina já foram alvos de ladrões. Para ele, a violência a estes estabelecimentos vem crescendo em função da representatividade das lotéricas. ''A população tem buscado mais esses locais para para realizar serviços bancários, que nos é delegado e também fazer apostas. E essa demanda nos trouxe a necessidade de buscar meios de segurança'', observa. Em todo o estado são cerca de 800 lotéricas e em Londrina são aproximadamente 35.
A Polícia Militar reconhece que as lotéricas são estabelecimentos vulneráveis e que chamam atenção dos assaltantes. De acordo com o porta-voz do 5º Batalhão da PM (BPM), capitão Ricardo Eguedis, há algumas semanas a polícia realizou prisões de quadrilhas especializadas. ''O horário de atendimento diferenciado e a movimentação de dinheiro chama atenção dos criminosos'', disse. Ele afirmou no entanto, que não existe uma ''explosão criminal'' no setor e que os crimes que acontecem recebem resposta rápida da polícia. (Micaela Orikasa/Reportagem Local)





