Sindicato apóia volta de antigo horário bancário
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de novembro de 1997
Lúcio Horta 
Londrina
O Sindicato dos Bancários de Londrina vai acompanhar de perto a votação do projeto de lei do executivo municipal que determina a volta do antigo horário bancário (das 10 às 16 horas).
O projeto foi protocolado na Câmara na última quinta-feira e prevê que os estabelecimentos comerciais da área central - independente de suas atividades, inclusive os de origem financeira - deverão abrir, no máximo, até às 10 horas e fechar, no mínimo, às 16 horas.
O horário atual - das 11 às 16 horas - passou a vigorar em maio, quando os bancos diminuíram em uma hora o atendimento ao público. Na época, uma pesquisa do instituto Alvorada apontou que 89,3% dos londrinenses eram contra a mudança no atendimento.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, José Francisco da Silva, a entidade espera que o projeto seja aprovado para que os bancos voltem a ter um horário mais adequado. O serviço piorou muito depois da mudança, os clientes estão ficando muito mais tempo nas filas. A gente espera que o projeto do prefeito tenha sucesso.
José Francisco lembra que os bancos justificaram na ocasião da mudança que a população não seria prejudicada com a diminuição do horário porque haveria mais contratações e mais caixas no atendimento, inclusive no horário de almoço. Além disso, aponta o sindicalista, a mudança teria sido determinada por portaria do Banco Central.
Os bancos têm que admitir que deram informações falsas à população de Londrina, diz Francisco. Ele observa que, ao invés de contratar, as agências da Cidade passaram a demitir mais funcionários.
A portaria do Banco Central, na interpretação do Sindicato, apenas dá liberdade aos bancos em cada cidade para definir o horário de atendimento. Mas não determina a diminuição do horário, como teria sido alegado. Pelo contrário: o Sindicato diz que, em cidades com mais de 250 mil habitantes, o horário de atendimento ao público dos bancos deveria ser de seis horas, e não de cinco.


