Ontem, cerca de 80 servidores de escolas de Cascavel seguiram para Curitiba. Mais de 59 mil alunos devem ficar sem aula com a paralisação dos três mil professores das 94 escolas pertecentes ao núcleo de Cascavel. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) de Cascavel, Inês Sobutka, embora muitos servidores ainda estejam desorientados com relação ao abono salarial apresentado pelo governo estadual, a maior parte dos representantes é favorável à greve por tempo indeterminado. ''Os professores são enfáticos na afirmação da disposição de greve e podem iniciá-la a qualquer momento'', declarou Sobutka.
O chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), José Oliveira da Rocha, não acredita na ameaça de greve. ''Durante as eleições, o governo teve o apoio da atual presidência do sindicato'', observou Rocha,.
Rocha afirmou que não há qualquer relação entre a ameaça de greve e a prorrogação da convocação dos aprovados no último concurso público para professores. ''A Secretaria Estadual de Educação achou por bem estender o prazo para o final do ano e dessa forma chamar cada um conforme a necessidade. Não há crise na educação'', frisou. Em Cascavel foram disponibilizadas 954 vagas que devem ser preenchidas, gradualmente, até novembro.(Mariana Guerin)

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