O valor das mensalidades e a proximidade com a casa não devem ser os principais ítens de análise dos pais na escolha da escola para os filhos. A orientação está sendo feita pelo Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinepe-NPR), por uma campanha de alerta, que será lançada hoje, contra a proliferação de escolas irregulares de educação infantil na região.
O objetivo da campanha, segundo o presidente do sindicato, professor Alderi Luiz Ferraresi, é conscientizar os pais e a população sobre as consequências negativas que uma escola irregular pode causar na educação e no desenvolvimento dos filhos. Para isso, é importante verificar junto ao Núcleo Regional de Ensino (NRE) se a escola está regularizada, além de conhecer o estabelecimento, seu conteúdo pedagógico, o corpo docente e verificar a opinião de outros pais cujos filhos estudam no estabelecimento há mais tempo. ‘‘Uma má educação pode acarretar prejuízos irreversíveis à criança’’, destaca.
De acordo com um levantamento do Sinepe, 43,3% das escolas de educação infantil de Londrina não estão autorizadas a funcionar pelo NRE. Este número elevado de escolas irregulares, segundo o sindicato, deve-se à facilidade da obtenção de um alvará de licença. Ferraresi explica que, por um decreto lei, a prefeitura concede, desde 1999, o alvará sem a autorização do Núcleo e dá o prazo de um ano para que o estabelecimento regularize a documentação. Mas não há por parte da prefeitura a fiscalização deste processo. Além da inexistência de um projeto pedagógico, o sindicato denuncia que há escolas cujas instalações oferecem riscos à segurança da criança.
O NRE, como continua o presidente do Sinepe, não tem estrutura para realizar a fiscalização e, para complicar a questão, tais escolas irregulares não existem para o órgão e assim não há o que fiscalizar, daí a importância da atuação dos pais e da comunidade. No período de 1995 a 1998 havia um outro decreto determinando que uma escola, para obter a licença do município, precisava primeiro de autorização do órgão estadual.
A secretária de Educação do município, Magda Madalena Tuma, disse conhecer o decreto em vigor e como educadora discorda do seu conteúdo. Ela irá encaminhá-lo para discussão junto ao prefeito e o departamento jurídico da prefeitura para que sejam tomadas as providências necessárias. ‘‘Uma escola não pode ser tratada como uma simples empresa, ela tem um compromisso com a formação integral da criança’’.
Magda Tuma alerta para o perigo da criança frequentar uma escola irregular e que não ofereça um bom trabalho pedagógico. Ela explica que a falta de professores preparados pode comprometer o aprendizado por não saber conduzir o processo de ensino. Ela comenta também que o local pode não oferecer cuidados físicos, de higiene e de alimentação.

mockup