Sindicato alerta para falta de segurança
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de dezembro de 2008
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Desde o dia 1º de agosto deste ano até a última segunda-feira foram registrados em Curitiba e região 15 assaltos a agências bancárias, com duas mortes, de acordo com levantamento do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. Os números revelam que entre 1º de agosto e 12 de setembro foram 33 assaltos em todo o Brasil. Destes, um terço aconteceram na capital paranaense. São casos como que vitimou nesta semana Edson Valenga, 40 anos, funcionário de um cinema de Curitiba, e que para diminuírem necessitam do envolvimento dos proprietários de bancos, agentes de segurança pública e comunidade.
A ação criminosa geralmente começa dentro das agências bancárias, com a observação dos clientes e identificação das vítimas em potencial, aqueles que realizam o saque de maiores quantias. As informações são repassadas aos outros assaltantes, posicionados do lado de fora das agências.
Além da morte ocorrida na última segunda-feira, na Vila Hauer, também ganharam destaque em Curitiba assaltos realizados em diversos bairros e ainda o caso em que morreu a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Benigna Martinelli de Oliveira, em março deste ano.
Estamos vivendo um momento delicado em relação à segurança, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias. Uma das principais queixas dos bancários e dos policiais é a estrutura de segurança das agências bancárias, prevista pela Lei Federal 7.102/83. A lei estabelece, por exemplo, que são obrigatórios o funcionamento de vigilância e alarme e que a empresa deve disponibilizar ainda recursos como cabine blindada, porta de segurança com detectores de metais ou fechadura eletrônica programável para cofres.
Segundo o sindicato, porém, em muitas agências as portas com detectores de metais são localizadas distantes da entrada principal dos prédios deixando os clientes que utilizam os terminais de pronto atendimento vulneráveis a assaltantes quando deveriam estar na parte frontal do espaço.
Como a maioria dos casos ocorre fora das agências e nas proximidades dos bancos, os agentes de segurança pública também são responsáveis pelo combate aos assaltos. De acordo com o coronel Jorge Costa Filho, comandante do Policiamento da Capital, a principal dificuldade é identificar os assaltantes quando eles não são abordados em flagrante.
Costa contesta os números apresentados pelo presidente do Sindicário dos Bancários, que mostram Curitiba com altos índices de assaltos. Ele afirma que o Estado apresenta grandes números por ser rigoroso no cadastro das ocorrências registradas.
A equipe da FOLHA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que não respondeu sobre o sistema de segurança nas agências.
Como prevenir assaltos
- Prefira utilizar cartões de crédito e débito a dinheiro em papel e evite carregar grandes quantias. ''Use a tecnologia a seu favor'', recomenda o coronel Jorge Costa Filho, comandante do Policiamento da Capital
- Evite contar o dinheiro retirado do banco durante muito tempo e na frente de estranhos.
- Preste atenção nas pessoas que estão a seu redor enquanto utiliza o caixa eletrônico
- Seja discreto e rápido durante a operação
- Procure ir ao banco acompanhado
- Proteja a senha no momento de digitá-la
Fonte: Polícia Militar e Federação Brasileira de Bancos (Febraban)


