O ex-diretor de Relações Sindicais, Pedro Ribeiro dos Santos, está denunciando o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região por sonegação de impostos. O caso foi parar no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que fez uma devassa nos documentos da entidade e constatou atrasos nos pagamentos.
Segundo Santos, desde 1990 o sindicato vinha sonegando 50% do INSS e FGTS de 14 diretores e do próprio presidente. Neste período o cargo de chefia da entidade foi assumido por Renato Gonçalves da Silva, que na atual gestão é o secretário geral, e por João Soares, que hoje é presidente. João Soares garante que a denúncia é improcedente. ‘‘Tínhamos atrasos de INSS, mas a situação já foi regularizada junto ao Instituto. Já o FGTS é depositado rigorosamente em dia’’, defende-se. Segundo ele, a informação de Santos não passa de uma briga política, já que o grupo denunciante perdeu a eleição em junho deste ano.
Mas Pedro Santos diz que o sindicato faz corretamente os holerites de pagamentos, apresentando os descontos de cada funcionário. É este documento que é apresentado para prestação de contas. Só que paralelamente há outra folha que não tem os descontos exigidos por lei. Segundo ele, é neste momento que é feito o caixa dois. O caso foi denunciado por funcionários do sindicato ao INSS. Segundo Maria Mercedez Bassuma, chefe de Arrecadação e Fiscalização, fiscais do órgão fizeram uma investigação na entidade. Por sigilo fiscal previsto em lei, ela não fala sobre o resultado do trabalho, mas garante que o sindicato regularizou a situação, parcelando débitos. Pedro Santos conta que só ficou sabendo do problema em junho deste ano, quando a empresa de vigilância em que trabalhava faliu.

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