O Sindicato dos Servidores da Universidade Federal do Paraná (Sinditest) não vai contestar a decisão judicial que garante o serviço no Pronto-Atendimento do Hospital de Clínicas, em Curitiba.
Dois terços dos funcionários do HC integram o sindicato. Na tarde de segunda-feira, a Justiça Federal concedeu liminar, atendendo solicitação do Ministério Público Federal, limitando a paralisação dos grevistas. Representantes do sindicato também negaram, ontem, que os grevistas tivessem intenção de fechar a unidade, paralisando por completo o atendimento no local.
O diretor do hospital, Luiz Carlos Sobania, entretanto, disse que a instituição só recorreu à Procuradoria da República no Paraná, porque os manifestantes chegaram a fechar o Pronto-Atendimento durante quatro horas, ameaçando com sua paralisação total.
‘‘Não foi a primeira vez que fizemos manifestações com faixas no local. Mas nós não íamos fechar o local’’, disse o enfermeiro Jonas de Souza Pinto, diretor do Sinditest.
De acordo com ele, os funcionários, que estão em greve há 46 dias, sabem que exercem função considerada essencial e não irão romper o acordo, feito com a diretoria do hospital, de manter 30% do pessoal em seus postos.
O HC tem cerca de 3 mil empregados, sendo 2.050 funcionários da UFPR que estão em greve.
A Justiça também determinou, na segunda-feira, que a prefeitura se responsabilize pelo socorro aos pacientes que não puderem ser atendidos no HC. Segundo a assessoria da prefeitura, esta função já vem sendo exercida.
O posto de saúde 24 horas da Boa Vista, por exemplo, um dos maiores da cidade, aumentou em 35% o atendimento desde o início do movimento, passando de uma média de 450 para 650 pacientes por dia.
Os pacientes que necessitam de internamento estão sendo encaminhados para outros hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando não há risco de vida e não há leitos disponíveis, segundo a assessoria, os pacientes ficam nos postos 24 horas até que haja vaga.
Entre janeiro e maio, o Pronto-Atendimento do HC atendeu cerca de 16.555 pessoas por mês.

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