Os conselhos regionais de Medicina (CRM) e de Enfermagem (Coren) deram esclarecimentos ontem sobre as sindicâncias abertas para apurar a conduta de quatro médicos e uma enfermeira de Londrina denunciados pela Promotoria de Defesa da Saúde Pública por homicídio culposo não intencional. Eles prestaram atendimento à auxiliar de enfermagem Izabel Cristina Fidelix Ramos, de 29 anos, que morreu em 28 de março de 2003, vítima de complicações decorrentes de dengue hemorrágica. No entendimento do Ministério Público, os profissionais teriam agido de forma negligente e imperita.
A coordenação de Fiscalização do Coren em Curitiba informou que a sindicância instaurada para apurar as responsabilidades da enfermeira no caso já foi concluída. Até o final da próxima semana, o parecer será encaminhado ao Ministério Público em Londrina, que poderá divulgar o resultado.
Já o presidente da delegacia regional do CRM do Paraná em Londrina, médico Marcos Campos, precisou que a denúncia contra os quatro médicos chegou à entidade em janeiro deste ano. A sindicância, segundo Campos, foi instaurada em fevereiro mas a apuração dos fatos não tem data para ser concluída pois será preciso ouvir diversas pessoas. Ele apontou ainda que o CRM abriu uma segunda sindicância para apurar denúncia envolvendo uma outra morte provocada por complicações de dengue.
Ontem, o cartório da 4 Vara Criminal de Londrina recebeu o processo relativo ao caso mas ainda não foi agendada a data da primeira audiência. Conforme a denúncia do promotor Paulo Tavares, os quatro médicos e a enfermeira denunciados teriam demorado para diagnosticar a doença e não teriam prestado o atendimento adequado à paciente.

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