Sindicância vai apurar
‘perseguição’ de aluno
O reitor da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Marco Antonio Laffranchi, resolveu ontem instaurar sindicância para apurar o caso do estudante de direito Nelson Takeo Kohatsu Junior. Ele teria sido prejudicado em uma das disciplinas porque o pai dele, Nelson Kohatsu, resolveu falar sobre as irregularidades cometidas na administração municipal.
Em entrevista aos jornalistas anteontem, Kohatsu, que foi presidente e diretor-administrativo da Autarquia Municipal de Ambiente (AMA), disse que o filho havia passado em uma das disciplinas. Mas, surpreendentemente, em uma noite, Kohatsu Junior foi chamado para fazer exame nessa disciplina. Segundo o ex-diretor, nem o professor da matéria entendeu como o filho estava na lista de exames. ‘‘Não sei se foi represália’’, observou.
O ex-diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Empresariais, Gino Azzolini Neto, disse, na carta de demissão, que esta informação também pesou na sua saída da Unopar. Segundo ele, a veiculação do caso ‘‘caracteriza clara insinuação de que estaria existindo alguma perseguição ao estudante referido, relacionando-a com a minha presença nesta instituição’’, observou.
Ontem à tarde, Laffranchi informou que os membros da comissão de sindicância têm 72 horas para apresentar um relatório conclusivo. ‘‘Vamos punir os culpados’’, garantiu. Foram designados para realizar o trabalho a pró-reitora executiva, Wilma Jandre Melo; a assessora da vice-reitoria, Elisa Maria de Assis; e a professora Jussara Suzi Borges Nasser Ferreira. (L.O.)

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