O secretário geral da Prefeitura, Gino Azzolini Neto, deve indicar amanhã de manhã os componentes da comissão de sindicância administrativa que vai apurar as denúncias de irregularidades e permutas de livros da Biblioteca Municipal de Londrina. A comissão terá 30 dias para concluir os trabalhos, a partir da publicação da portaria. O pedido de abertura de sindicância foi feito pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti.
Segundo o secretário de Negócios Jurídicos do Município, Eduardo Duarte Ferreira, a comissão será composta por seis nomes: representantes do sindicato dos contabilistas, da auditoria interna do município, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da própria secretaria de negócios jurídicos, mais dois escolhidos pelo próprio Azolini. ‘‘A comissão terá ampla liberdade para apurar os fatos’’, garantiu Ferreira.
Entre as questões apontadas pelo Ministério Público, em relação ao caso dos livros permutados, estão as permutas ou alienações de livros e outros bens públicos que constam dos arquivos da Biblioteca Pública de Londrina; o nome das pessoas com quem foram feitas as permutas; quem adquiriu ou recebeu estes livros e bens; quais obras foram recebidas pela Biblioteca Municipal no caso das permutas etc.
Além da investigação na promotoria pública, corre também inquérito policial para apurar o furto de livros da Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Assim como no caso da Biblioteca Pública, os livros da UEL também foram encontrados em sebos da Cidade. O delegado do 3º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, que preside o inquérito, indiciou por crime de furto o funcionário da instituição Marcelo Aparecido Fanella, que teria vendido os livros da BC.

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