Sindicância vai apurar irregularidades no IML
O chefe do Instituto Médico Legal de Londrina, Antônio Carlos Queiroz, abriu sindicância administrativa para apurar possível ato de prevaricação cometido pelo legista Fernando Milani, acusado de ter se recusado a liberar o corpo da dona de casa Verônica Maria de Oliveira, 28 anos. Ela foi baleada (recebeu cinco tiros) pelo vizinho Rafael da Silva, após uma discussão, em Jaguapitã (46 quilômetros ao norte de Londrina).
A doméstica morreu no Hospital Evangélico, em Londrina, na madrugada do dia 22. O corpo só foi liberado às 21 horas do mesmo dia para o velório. A denúncia foi feita na 10ª Subdivisão Policial (SDP) pelo tio da vítima, Losano Francisco de Souza. Além da sindicância administrativa, o delegado-chefe da 10ª SDP, Wanderci Corral Fernandes, solicitou abertura de inquérito policial.
O legista Milani alegou que não fez a liberação porque o hospital não mandou a radiografia do corpo e o IML não possui aparelho de Raio X. Ontem, ele prestou depoimento ao diretor Queiroz. O crime de prevaricação pode penalizar o funcionário público com uma chamada de atenção até a exoneração da função.





