Curitiba A Corregedoria e Ouvidoria Geral do Estado instaurou, ontem, uma sindicância para apurar o problema da falta d'água que se repete a cada temporada de verão no Litoral paranaense. As apurações começam por Matinhos, mas devem se estender, na sequência, para Pontal do Paraná e Guaratuba, onde a interrupção no abastecimento atingiu número maior de veranistas e moradores e por período mais prolongado.
O corregedor Luiz Carlos Delazari informou que hoje começa a requisitar informações junto à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) sobre as razões do desabastecimento. ''O governador quer saber por que há a falta d'água e por que ela persiste'', disse. A Prefeitura de Matinhos também prestará esclarecimentos sobre o problema. Depois de levantar os motivos do déficit no abastecimento, a Corregedoria irá propor soluções.
Para o ouvidor da Prefeitura de Matinhos, Celso Fernandes da Silva, a abertura da sindicância pelo governo é importante para que a Sanepar se responsabilize e resolva o problema. ''A culpa pela falta d'água recai sempre sobre a prefeitura, mas o fato é que a Sanepar há anos não investe e a cada temporada cresce mais o número de turistas'', afirmou.
O governador Roberto Requião (PMDB), em entrevista concedida anteontem, reafirmou sua decisão de retomar a Sanepar para o poder público, acabando com o ''pacto de acionistas'' que, segundo ele, visa aumentar o lucro dos que concentram a maior parte das ações da companhia.
A Sanepar foi procurada pela Folha, mas não quis comentar a decisão do governo de instaurar a sindicância.

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