Curitiba - Sindicância instaurada pela Secretaria de Estado da Educação investiga irregularidades praticadas por um centro de educação supletivo à distância. A instituição teria emitido certificados antes mesmo de ter autorização da secretaria para funcionar. A comissão de sindicância aponta, ainda, que a escola deixou de cumprir a proposta pedagógica ao expedir diplomas em prazos enxutos demais para a conclusão do currículo.
O presidente da Comissão de Ensino à Distância do Conselho Estadual de Educação, Teófilo Bacha, disse que a Secretaria de Educação decidiu investigar as atividades do centro depois que o conselho colheu denúncias e encaminhou relatório que apontava indícios de irregularidades. As irregularidades, segundo ele, teriam sido confirmadas, mas a comissão de sindicância está impedida de concluir os trabalhos porque ainda falta ouvir os responsáveis pela escola.
Bacha acusa os responsáveis de estarem ''tomando todas as medidas protelatórias possíveis para continuar expedindo diplomas irregulares''. Ele afirma que o centro educacional tem impetrado mandados de segurança contra a sindicância promovida pela Secretaria da Educação. A última cartada da comissão que apura as irregularidades foi a publicação de um edital, ontem, para citar os responsáveis, fixando prazo de 15 dias para que se manifestem em defesa da Anarool. O processo já se arrasta há seis meses.
Só depois de ouvir os representantes da escola que a comissão de sindicância poderá encaminhar o relatório para o Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que decide sobre as punições a serem impostas. Segundo Bacha, o centro de educação está sujeito à suspensão, advertência ou, até mesmo, à cassação da autorização de funcionamento. Pelo que foi apurado nas investigações, informou Bacha, a escola tem sede em Curitiba e em São Paulo.

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