A Casa de Custódia de Londrina (CCL) registrou uma nova fuga na madrugada de ontem, quando cinco detentos escaparam do local. O fato aconteceu dois dias depois de sete presos fugirem por um pequeno túnel no chão cavado de dentro de uma das celas. Os detentos teriam quebrado uma parede para ter acesso ao túnel utilizado na fuga anterior, já que a estrutura permaneceu aberta durante o fim de semana. O Departamento de Execução Penal (Depen) informou que há "indicativos de negligências funcionais" e que as fugas serão investigadas por uma sindicância, a pedido da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).
Ainda conforme o Depen, a última fuga foi percebida pelo policial militar que fazia a segurança na guarita. No entanto, ele não conseguiu evitar a saída dos detentos apesar dos disparos em direção ao grupo. "A identidade dos foragidos foi encaminhada às forças policias e à Vara de Execução Penal. Será aberto ainda, um procedimento administrativo para apurar o fato. Até o momento, ninguém foi recapturado", informou o departamento em nota encaminhada à imprensa.
A Assessoria Técnica do Depen chegou ontem a Londrina para realizar um levantamento e análise da situação de todas as unidades prisionais. Segundo o órgão, o objetivo é implementar "medidas urgentes" na gestão das penitenciárias. "A direção determina que a Corregedoria do Depen realize, através de equipe própria, diligências no sentido de apurar responsabilidades funcionais, bem como, se essas práticas poderiam convergir para a ocorrência de ilícitos no campo penal. Por fim, o Depen aguarda relatório em 48 horas, de ambas as equipes, e, a partir daí, tomará as medidas administrativas para a retomada da excelência dos serviços penitenciários que envolvem a região de Londrina", acrescenta a nota.
Em Londrina, no último domingo, devido a onda de violência e assassinatos, o diretor geral do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, comentou a primeira fuga planejada. Ele disse que os detentos aproveitaram o momento em que as forças policiais se concentravam no atendimento dos homicídios em série para fugir pelo túnel."As responsabilidades serão apuradas pela sindicância e as investigações terão resultados", prometeu. Na avaliação dele, a falha pode ter sido técnica por causa de procedimentos que não foram realizados. "Investigamos o perfil dos presos e não existe relação com os homicídios registrados em Londrina. Pelo contrário, eram presos provisórios que edificaram o túnel e conseguiram uma saída", esclareceu.

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