A Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) divulgou ontem que funcionários da autarquia não favoreceram a empresa Tanatoll, de tanotopraxia. Esse foi o resultado de uma sindicância interna realizada pela Acesf para apurar denúncia que funcionários teriam induzido pessoas com parentes falecidos a encomendarem serviços à empresa. A comissão, formada por três funcionários da Acesf, teve dois meses para investigar a denúncia.
Segundo o superintendente da Acesf, Sérgio Plínio, a partir dos depoimentos de três denunciantes, de 23 servidores da autarquia e de dois funcionários da Tanatoll, não ficou caracterizada a indução. ''O que se soube é que alguns servidores da Acesf e alguns funcionários da Tanatoll são amigos, mas isso não representa de forma alguma que houve necessariamente favorecimento'', explicou.
O superintendente afirmou que uma das argumentações decisivas da investigação foi o fato de que a tanatopraxia, serviço que não é oferecido pela Acesf, foi executada em apenas 144 corpos entre 9 de junho de 2003 e 21 de julho deste ano, enquanto nesse período foram registrados 4.240 óbitos. ''Se houvesse realmente um favorecimento, acredito seria bem maior que o número de vezes em que foi feita a tanatopraxia'', opinou Plínio.
A respeito da isenção da investigação, o superintendente argumentou que os três funcionários que compuseram a comissão eram de setores externos às áreas cujos servidores foram investigados. ''O Estatuto do Servidor prevê que sindicâncias podem ser feitas por comissões mistas, que tenham integrantes de fora da autarquia em questão, mas neste caso achamos que não haveria necessidade'', argumentou. ''A comissão teve total liberdade de ação e o processo todo foi transparente''.
A tanatopraxia é uma técnica de preparação de cadáveres que possibilita que o corpo permaneça em condições satisfatórias por um período mais longo, dependendo da necessidade da família.

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