O superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Sérgio Plínio, deve receber, nos próximos dias, o resultado de uma sindicância interna que apura se há irregularidades cometidas por funcionários do órgão na intermediação de serviços com uma empresa particular da cidade.
De acordo com Plínio, o procedimento administrativo foi instaurado há 30 dias para verificar de que forma tem sido estabelecido o contato entre familiares dos mortos e a empresa Tanatol, quanto à contratação dos serviços de tanatopraxia. A técnica que consiste na conservação de cadáveres para até 10 dias após a morte teve a prática regulamentada por lei em abril de 2003. Um dos artigos da lei, contudo, estabelece a condição de que esse tipo de relacionamento em hipótese alguma seja intermediada pela Acesf, que deve apenas fiscalizar o trabalho da empresa privada.
Ontem, a esposa de um cliente procurou o superintendente da autarquia e reclamou que o serviço teria sido oferecido insistentemente por um funcionário da empresa, na sede da Acesf. Ela teria pago R$ 600 pela tanatopraxia que seria realizada no corpo da cunhada. Como reclamou, foi reembolsada. Segundo Plínio, ela achava que o serviço teria sido feito pela própria Acesf.
''Nossos funcionários são orientados a indicar o serviço, mas não a empresa que o faz. Para isso, temos um cartaz com os telefones de contato no setor de serviços'', afirmou o superintendente da Acesf, para concluir que, ''dependendo do que a sindicância apurar, o resultado será encaminhado à Procuradoria Jurídica do município para que sejam tomadas as providências''.
Por sua vez, o gerente da Tanatol, Carlos Alexandre de Araújo, declarou que a empresa só se manifestará após receber notificação da Acesf. Quanto ao contato com clientes, ele afirmou que ''ou é feito por telefone, pela própria família, ou é coincidência: vamos à Acesf falar com um cliente, e outro se interessa'', justificou.

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