A Secretaria de Saúde de Maringá abriu sindicância para apurar se houve falha nos procedimentos adotados no atendimento da estudante Flávia Aparecida Schiavon da Silva, que morreu semana passada no Núcleo Integrado de Saúde (NIS3). Uma comissão formada por funcionários da secretaria terá um prazo de 30 dias para apresentar um laudo. O secretário Ivan Murad disse que o Conselho Regional de Medicina (CRM) também está acompanhando o caso. Um inquérito policial também investiga o caso.
Murad afirmou que, em todas as unidades de saúde por onde Flávia passou, a preocupação foi preservar a vida dela, enquanto era aguardava uma vaga de UTI para internação.
O Hospital Universitário recebeu recentemente equipamentos de última geração para a abertura de cinco leitos de uma unidade de tratamento intensivo (UTI). Ela deveria funcionar provisoriamente para amenizar o problema crônico da oferta insuficiente de leitos na rede de hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Porém, por falta de pessoal, a unidade ainda não entrou em funcionamento. Murad cobrou mais empenho do HU para a abertura dos leitos de UTI. ‘‘O HU recebeu equipamentos de última geração para cinco leitos de UTI, mas não atende alegando que não tem pessoal’’, disse Murad. O hospital aguarda uma autorização do governo do Estado para a realização de um concurso, que vai permitir a contratação de pessoal para a abertura das UTIs
Na tarde de ontem, estava prevista uma visita de vereadores às instalações do HU. Junto com o promotor José Ângelo Leonardi, que acompanha o inquérito civil aberto para investigar a morte da menina, os representantes da Câmara deveriam conversar com o superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio.
Murad garantiu ontem que em nenhuma das unidades por onde Flávia passou foi constatado que ela corria risco de vida. ‘‘Não podemos usar a força policial para internar um doente’’, disse. No entanto o próprio Murad disse ter interferido, durante a semana passada, para o internamento de três crianças na rede conveniada, uma delas com traumatismo craniano. Murad apresentou também um relatório mostrando o caminho percorrido por Flávia na rede pública e os procedimentos adotados em cada unidade de saúde.

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