Uma comissão enviada pela Secretaria Pública de Segurança esteve em Londrina ontem, para apurar se houve excessos por parte dos agentes penitenciários na rebelião da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Segundo o vice-diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Divonsir Taborda Mafra, que preside excepcionalmente a comissão, seriam ouvidos os 20 presos condenados pela comissão disciplinar, os agentes e os professores tidos como reféns durante o motim.
A sindicância, como afirma Mafra, é uma ação comum na secretaria quando qualquer ato praticado por funcionários demande averiguação. Caso seja comprovado comportamento irregular dos agentes, eles sofrem punições determinadas pelo Estatuto dos Funcionários. O vice-diretor do Depen explica que as penas variam de uma simples advertência, suspensão e até demissão.
A escuta dos envolvidos e das testemunhas, segundo previsão de Mafra, terminaria hoje. Durante a manhã foram ouvidos três presos que confirmaram não ter sofrido agressões por parte dos agentes, mas pelo pelotão de choque.
Mafra diz que não há uma data para o término da avaliação, mas após a conclusão a equipe tem 15 dias para apresentar um relatório ao secretário José Tavares. Além do vice-diretor, a comissão é composta por uma advogada e um técnico em recursos humanos.

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