Sindicância apura origem de água
Marccio W. Varella
A Prefeitura de Sarandi (7 km a leste de Maringá) abriu ontem sindicância para apurar se o vereador Paulo Caetano (PMDB) está utilizando água do sistema público de abastecimento para encher tanque particular destinado à criação de peixes. O tanque, com tamanho de 24 metros por 12 metros e 1,90m de profundidade, vai precisar de 300 mil litros de água para ficar completamente cheio. O diretor do Departamento de Água da prefeitura Sebastião de Oliveira disse à Folha que já começou a fazer um levantamento para saber de onde vem a água que está enchendo o tanque. O nosso leiturista (funcionário que faz a leitura dos relógios) constatou na última segunda-feira que a água do tanque é pública, vem da rua. Ele pode estar enganado, mas por causa disso é que estamos fazendo um laudo sério para investigar, afirmou o gerente. O vereador errou duas vezes ao retirar os relógios e só depois, na segunda-feira, pedir o desligamento da água agora que o tanque já está quase cheio, acrescentou.
O vereador conta outra história. Paulo Caetano garantiu que pediu o desligamento da água há três meses, quando seu poço artesiano de 80 metros de profundidade começou a funcionar. Foram eles que retiraram os relógios e até hoje não cortaram a água. Pode fazer o laudo que quiser. Quem está usando a água é a criançada que joga bola aqui do lado. A água do meu tanque vem do meu poço. Para provar é fácil: basta examinar a água e ver que ela não tem cloro, pois é água limpa. A da prefeitura tem cloro, afirmou o vereador.
Segundo Caetano, a encrenca é política, pois tem gente lá do Departamento de Água que está querendo se eleger e roubar votos. Caetano disse que vai pedir na Justiça a fita cassete com reportagem de emissora de rádio de Maringá que o acusou de estar enchendo o tanque com água da prefeitura.
O gerente do Departamento de Água confirmou que o vereador foi ontem à prefeitura pagar R$ 80,00 de conta de água. E vai levar uma multa de R$ 60,00 por ter retirado os relógios sem nossa autorização, insistiu Oliveira.





