Paulo WolfgangPanfletagemBancários no Calçadão: população apóia protesto contra redução do horário de atendimento bancárioDiretores do Sindicato dos Bancários de Londrina percorreram ontem pela manhã agências bancárias do Calçadão. Abordaram clientes, distribuíram panfletos e coletaram assinaturas contra a redução de uma hora no período de atendimento, que começa a vigorar no próximo dia 5. Com a decisão - tomadas pelas chefias das agências locais -, os bancos, que hoje atendem o público das 10 às 16 horas, passarão a funcionar das 11 às 16 horas.
A manifestação dos sindicalistas conseguiu apoio da população. Só no período da manhã foram coletadas quase 500 assinaturas. O abaixo-assinado será enviado a autoridades locais, representantes de diversos segmentos da comunidade e à Federação dos Bancos (Febraban).
O presidente eleito do Sindicato dos Bancários, que será empossado no próximo dia 3, José Francisco Silva, espera, com a mobilização de lideranças locais, impedir a mudança do horário bancário. Para ele, a medida vai gerar desemprego e filas ainda maiores que as já existentes nas agências. Ele critica a decisão tomada por gerentes e superintendentes sem uma consulta aos envolvidos. ‘‘Os bancos deveriam ampliar o horário de atendimento e não reduzi-lo.’’
Conforme o sindicalista, a mudança no horário foi autorizada pelo Banco Central (BC), em julho do ano passado, quando houve a liberação das tarifas bancárias. A norma do BC deixa a cargo dos bancos a definição do horário em que vão funcionar em cada cidade, desde que seja garantida a abertura mínima das agências das 12 até 15 horas.
Em Londrina existem 2.200 bancários trabalhando em 62 agências e 52 postos bancários, de 27 diferentes bancos. A decisão de reduzir o horário de atendimento, coordenada pelo superintendente regional do Banco do Brasil (BB), Altino Ramos, não tem a aprovação dos correntistas. Ramos garante que o atendimento não será prejudicado, já que haverá maior número de caixas concentrados no novo horário. ‘‘Se com horário atual já há filas e demora no atendimento, imagine com horário mais curto’’, diz o aposentado Antonio Romera Fernandez. ‘‘Sou contra essa redução do atendimento. Vai atrapalhar a vida de quem precisa usar o banco no período da manhã. Vai ficar tudo acumulado à tarde’’, disse o comerciante Sidney Gonçalves.
A partir de hoje, os diretores do sindicato vão montar uma barraca no Calçadão para garantir um número maior de adesão ao abaixo-assinado. Também vão manter contatos tentando agendar uma reunião com lideranças locais para evitar a mudança que, conforme José Francisco Silva, só interessa aos banqueiros. ‘‘Os bancos querem demitir pessoal para ter uma margem de lucro ainda maior.’’

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