Sindicalistas discordam dos cálculos do governo
Os manifestantes não concordaram com as afirmações do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sobre a falta de dinheiro em caixa para oferecer uma proposta de reajuste. ''Estamos acompanhando a arrecadação do Estado e sabemos que o percentual previsto para a folha de pagamento está em 42%, bem abaixo do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal (49%). Existe sim possibilidade de pelo menos estabelecer um calendário de negociações'', afirmou o presidente do Sindicato dos Professores da UEL (Sindiprol), César Cagiano Santos.
Ele disse ainda que se os professores não conseguirem aumento, a evasão de profissionais qualificados pode ser ainda maior do que a que já estaria acontecendo em decorrência das aposentadorias solicitadas junto à Previdência. ''Prevemos uma evasão entre 15% e 20%, devido às aposentadorias e também às condições mais atraentes das universidades particulares e de instituições públicas de outros Estados'', disse Santos, citando como exemplo alguns departamentos da UEL que perderam doutores e mestres este ano. ''Somente a Engenharia Elétrica perdeu três professores porque eles tiveram propostas melhores em Recife (PE).''
Segundo a categoria, o piso atual do docente da UEL é de R$ 871,00, bem menor que o de técnico com nível superior do Estado, que seria de R$ 1.535,00.





