Sindicalistas criticam reitor
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Célia Guerra 
As lideranças das categorias em greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL) repudiaram a decisão do reitor Pedro Gordan, de não participar das negociações entre grevistas e o governo do Estado. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Ana Maria da Cruz, classificou o anúncio como absurdo. Ele está fazendo o jogo do governo. Ela admitiu que a crise na UEL gerada pela greve é de difícil administração, mas que o papel dele seria de buscar meios para resolver os conflitos.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos, Itamar Nascimento, o anúncio do reitor foi incoerente. O movimento, destacou, é um direito das categorias. Ele é a autoridade máxima da universidade.. A atitude de Gordan foi discutida entre os servidores, na assembléia realizada ontem.
Gordan, na opinião de Kennedy Piau, do Sindicato dos Professores, precisa reconsiderar sua posição, pois cabe a ele a abertura dos canais de negociação. O mato é o que menos preocupa, afirmou, referindo-se à justificativa do reitor de que sua preocupação seria a deterioração do campus.
Os grevistas se reúnem hoje, a convite do prefeito Nedson Micheleti (PT), às 19h30, na Supercreche, com representantes de entidades para discutir propostas para solucionar a greve. As entidades estão se organizando para realizar uma manifestação de apoio às universidades, na próxima semana, em Curitiba. O convite será estendido à sociedade civil organizada de Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.


